Histórico da Criação da Paróquia

Geralmente as paróquias nasciam assim: alguém fazia a doação de um terreno, normalmente dentro de um loteamento, e sugeria o nome do santo padroeiro, especialmente o santo de sua devoção.
A paróquia Santa Rita de Cássia fugiu a esse esquema. Primeiro formou-se a comunidade e depois se construiu a igreja e criou-se a paróquia. Nadyr Hyde Salvadeo escreveu os pontos principais que compuseram a história desta comunidade.
O Pe. Osvaldo André Violante, vigário da paróquia do Divino Espírito Santo, verificando que havia um grande crescimento populacional, criou ali um centro de catecismo para as crianças, no ângulo formado pela rua São Gonçalo e Avenida Duque de Caxias, onde os meninos jogavam futebol.
Após os trâmites legais, adquiriu-se o campinho. As pessoas começam então a conversar a respeito do padroeiro, pois Pe. Osvaldo organizava a construção de uma capela no terreno. Os nomes sugeridos foram: São José, São João Bosco, Santa Rita de Cássia, Nossa Senhora Medianeira, Nossa senhora da Assunção.
No dia 29 de maio de 1954, durante a festa litúrgica de Santa Rita de Cássia, o senhor Bispo Diocesano, D. Henrique Golland Trindade, visitou o local, que se havia transformado como por encanto:flores, arcos, palmas e uma faixa na estrada com a frase: “Bendito o que vem em nome do senhor!” O senhor Bispo percorreu o longo tapete de folhas, da Avenida até o trono de Nossa Senhora, erguido no local. As crianças o saudaram com palmas e vivas. Pe Osvaldo, tomando a palavra, fez a apresentação do Senhor Bispo. O professor Mário Bibeiro falou em nome do povo, e o congregado mariano Romildo Brunhari e duas meninas ofereceram-lhe flores: palmas de Santa Rita.
Em seguida, Dona Trindade começou a falar. Havia emoção em todos que ouviam suas palavras. Finalmente, foi escolhido pelo povo, como padroeira da futura capela – SANTA RITA DE CÁSSIA - a Santa dos Impossíveis.
Seguiu- se a bênção do campo, do povo e das palmas de Santa Rita. Pe. Osvaldo pediu a colaboração de todos para a construção da capela, a fim de que pudesse haver missa dominical e catecismo.
A primeira aula informal de catecismo foi no dia 25/04/54. Marta Aparecida Hjertquist Barbosa encarregou – se dos cantos, pois acabava de fazer curso de regente de orfeão e coral. Nadyr deu aula e dirigiu os brinquedos. Havia muito mais meninos que meninas.
O espírito de organização de Nadyr não poderia ser abafado e, no dia 6 de junho de 1954, Domingo de Pentecostes, foram reunidas as crianças da catequese, agora já matriculadas e com programação definida. Fatos relevantes, dignos de registro, foram a primeira Missa celebrada no campinho, ainda sem capela, após um período de cansaço e desesperança do povo.
Às 16h30, partiu uma procissão da Matriz do Divino Espírito Santo, conduzindo a imagem de Santa Rita até o campinho. Associações, irmãs, crianças acompanhavam, rezando e cantando. Marta organizou o povo e as crianças, e cuidou dos cantos da missa, Pe. Osvaldo falou sobre a futura capela, o futuro sacrário, os trabalhos em andamento, a união de todos. Abençoou e distribuiu rosas e lembranças ao povo.
Até aqui reproduzimos quase integralmente a narração registrada em um caderninho pela Nadyr Hyde Salvadeo, alma da idéia concretizada no campinho, no catecismo, e, por fim nessa grande comunidade que é a Paróquia Santa Rita de Cássia !
Muitas pessoas deixaram seus nomes e sua dedicação inscritos em cada palmo desse campinho: José Sbeghen, que doou as primeiras telhas para a cobertura do galpão; Remigio Tarcinalli; Francisco Bustamente, Manoel Costa, Mario Ribeiro,Rita Tarcinalli,Aparecida Ribeiro e tantos outros, inúmeros outros nomes e vidas consagradas ao trabalho inicial dessa comunidade.
Substituiu o Pe. Violante – o Pe Natal Antonio Mella, que iniciou a construção de um galpão, que deveria ficar pronto para a festa de Santa Rita. No dia 27 de maio de 1956, foi realizada a inauguração do galpão, onde começou a funcionar o Centro Catequético e celebração das Missas.
Enquanto se processava a construção, o movimento espiritual consistia na reunião das crianças do catecismo, às 16h. Às 17h, chegavam os moradores das adjacência para a recitação do terço, novena dominical e orações em favor das causas impossíveis.
No ano de 1960, houve missões em Bauru. Deu – se, então, inicio a reforma do galpão, para transformá-la em igreja, com frente, como está hoje, para Rua São Gonçalo, quadra 3. Nessa longa caminhada, a catequese nunca deixou de existir.
Com altos e baixos, foi formando crianças e jovens evangelizados por catequistas, cujo numero chegou a 32. Estas catequistas recebiam formação através de cursos orientados pelo vigário e coadjutores da Matriz do Divino Espírito Santo, auxiliadores por Romildo Brunhari, Marta Barbosa, e coordenadas pela Nadyr Salvadeo.
Com a transferência do Pe Natal, assumiram os trabalhos, temporariamente: Pe Nivaldo Pires Rosa, Pe Lázaro Giraldi, Pe Darcy de Almeida Pinto. No tempo do Pe Nivaldo, foi criada a congregação da doutrina cristã, registradas em livros de atas suas atividades; mas, lamentavelmente, esse livro se extraviou.
A criação da paróquia deu – se a 26 de janeiro de 1969. O Diário de Bauru publicou: “Decreto firmado ontem, pelo Bispo D. Vicente Marchetti Zioni, criou as Paróquias de Santa Rita de Cássia e de Santa Luzia, desmembrando, respectivamente, as paróquias do Divino Espírito Santo(Catedral) e de São Sebastião, de Vila Cardia” .

2 – O cotidiano paroquial

Padre Antônio Rinella – 1969 a 1973

Tomou posse no dia 2 de fevereiro de 1969, às 19 horas, como primeiro Vigário econômico, permanecendo até 30 de abril de 1973.

Pe. José Lorusso – 1973 a 1974

Foi ele quem realmente criou a comunidade, agrupando em seu trabalho diversas pastorais. Dinâmico e decidido, procedeu à reforma do prédio da igreja e do salão paroquial, instalou a secretaria, organizou a equipe administrativa.
Foi construtiva também a equipe de pastoral da saúde, que contava com agentes – os seis ministros da eucaristia.Este grupo foi o primeiro a ser investido na paróquia, e contou com os seguintes nomes: Maria Pegoraro Maldonado, Nair Zulian Coimbra, Zilda Zanella Marques, Regina Verônica de Oliveira, Hermógenes de Oliveira e César Purgato Neto.
Começou também com o Pe Lorusso o grupo de radical para homens e mulheres, e a promoção humana. Ele reorganizou a catequese, o grupo de jovens, e instituiu a pastoral do Dizimo. A comunidade viveu momentos de muito dinamismo e ação pastoral sob a batuta do Pe Lorusso. Sua ação não se restringiu apenas à comunidade, mais atingiu também as escolas e a faculdade de odontologia de Bauru, existentes no território paroquial. Durante pouco mais de um ano, nessa paróquia, Pe Lorusso realizou a vivência concreta do Vaticano II.
Ao deixar a comunidade, para transferir–se para São Judas e São Dimas, Pe Lorusso escreveu: “ A partir deste momento, não sou mais vigário de Santa Rita. Trabalhei, pastoralmente, um ano. Graças à comunidade, posso dizer que passei um ano de muita alegria, porque, dia–a–dia, pude ver a comunidade crescer, integrar–se mais, assumir sua responsabilidade na igreja. Acabo de entregar nas mãos do Pe Hélio Pontes a melhor comunidade de Bauru, uma comunidade que se sente igreja de verdade”.

Pe Hélio Joaquim Ribeiro Pontes – 1974 a 1977

Recebeu provisão das mãos de D. Cândido Padin, Bispo Diocesano de Bauru. Padre Hélio pertence à congregação dos missionários da sagrado coração.
Durante sua gestão, deu grande ênfase à Pastoral da família, à catequese, à juventude, ao dízimo e à promoção humana. Foram suas metas prioritária, sem deixar de dar atenção aos encontros de Radical e Cursilhos.
Sob sua orientação, formou–se a 2ª equipe de ministros extraordinários da eucaristia, que foram escolhidos pela comunidade, por indicação deixadas em um livro especial. Tais indicações foram feitas no dia 05 de dezembro de 1975, e os candidatos mais votados ficaram inteiramente livres para aceitar ou não. Foram todos investidos no ministério, no dia 04 de abril de 1976.
No dia 19 de fevereiro de 1976, iniciou–se o curso de preparação, com roteiro específico, tendo recebido a colaboração de irmã Gema, do hospital de base, que falou sobre Pastoral de Saúde.
Também durante o período em que Pe Hélio esteve à frente da comunidade, realizou – se a 1ª equipe da campanha da fraternidade e a elaboração do boletim da paróquia, que se chamou “A PATOTA”(16/03/1975).
Este boletim, em seus primeiros números, foi feito em folhas mimeografadas e , alguns meses depois, transformou – se em pequena revista, distribuída, mensalmente.
Neste período, foi feita também a primeira divisão da Paróquia em núcleos (9 núcleos), cujo trabalho pastoral foi confiado aos Ministros Extraordinários da Eucaristia.

Pe Darcy de Almeida Pinto – (1978 a 1979)

Fato notável, além da continuação das diversas pastorais existentes, foi à nova divisão de núcleos, devido à grande expansão populacional nos bairros: Vila Universitária, Jardim Panorama e Altos do Jardim Brasil, tendo novos coordenadores.
Durante a permanência do Pe Darcy, houve um grande aprofundamento de estudos para a formação de novos agentes de pastoral.
Pela primeira vez, realizou – se o encontro de doentes, quando os enfermos que não podiam locomover–se foram visitados em seus domicílios e levados ao templo. Para eles e aos que participaram do encontro, foram administrados os Sacramento da Penitência e da Unção dos Enfermos; em seguida, foi–lhes dada a Santa Comunhão.
Foi também durante a administração do Pe Darcy que se formou a primeira equipe do Conselho Paroquial de Pastoral – o CPP.
Padre Darcy permaneceu como vigário ate 31 de dezembro de 1979, quando foi transferido para a Catedral do Divino Espírito Santo, de Bauru.

Pe Fernando Henrique Lima – 1980 a 1983

Tomou posse no dia 1º de janeiro de 1980. Durante sua gestão, foi realizada o jubileu de Prata da formação da Comunidade de Santa Rita. Foi elaborado um número especial da revista da comunidade “ A PATOTA”, contento mensagens de D. Cândido e dos ex – vigário. Nessa mesma ocasião, foi composto um hino especial a Santa Rita, de autoria de Mary Rahal Sacoman (música) e Marta Aparecida Hjerquist Barbosa (letra).
No mês de maio de 1980, foi realizada o I CONGRESSO EUCARÍSTICO DIOCESANO, em sintonia com o X Congresso Eucarístico Nacional, em Fortaleza. A comunidade participou desse grande evento com reflexões organizadas para diversas equipes de pastoral, no período de 01 a 07 de maio.
Para o dia da abertura do Congresso, foi composta uma Missa-Catequética, especialmente para a ocasião. Teve como autoras Mary Rahal Sacoman (música) e Marta Aparecida Hjertquist Barbosa (letra).
A comunidade recebeu a visita pastoral de D. Cândido, que se reuniu com todas as equipes de pastoral. Durante a permanência do Pe Fernandinho, como era chamado entre nós, foi dada grande importância à formação de Agentes, à Catequese, aos adolescentes e às festividades do Dia da Padroeira, sempre realizadas com grande brilhantismo.

Pe Wilson Schubert – 1984 a 1992

Tomou posse no dia de fevereiro de 1984, durante a Eucaristia das 19h30, no salão paroquial, que era utilizado como igreja-matriz, em vista de ela estar desativada. Foi empossado como vigário-cooperador, pois Pe Darcy de Almeida Pinto foi nomeado Administrador Paroquial.
Iniciou–se a reforma da igreja–matriz e, em dezembro de 1985, foi possível o reinício das atividades litúrgicas, que vinham acontecendo no salão paroquial. Em 1987, durante a campanha da Fraternidade sobre o menor, surgiu, como gesto concreto, a idéia de se construir uma cozinha e um refeitório, para oferecer refeições aos menores carentes.
Em junho de 1991, foi desmembrada de Santa Rita a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, localizada na USC (Universidade do Sagrado Coração). Pe Schubert permaneceu na paróquia até 19 de janeiro de 1992, quando foi transferido para a paróquia de Santa Maria, de Piratininga.


Pe Enedir Gonçalves Moreira – desde 1992

Tomou posse no dia 19 de janeiro de 1992. Foi recebido com grande alegria e esperança por toda a comunidade.
Trabalhou com muito empenho para reativar as Equipes de Pastoral e a reforma do patrimônio da Paróquia, especialmente com vistas ao término da igreja. A comunidade despertou para o trabalho e, já em março deste ano, pôde admirar com alegria o fruto dos eu esforço, que começou com piso e bancos novos, altar – mor concluído, escadaria e gradil na frente da igreja e, finalmente, os novos quadros da via – sacra, pintados pela artista plástica Elisabeth De Lucca.
Pe Enedir reestruturou as pastorais, inseridas nas várias dimensões ou linhas, atualizando e reconduzindo as atividades leigas, colocando – as nos moldes dos documentos atuais da igreja, sobretudo o de Santo Domingo.
Agradecemos a Deus o renascer da nossa Paróquia. Temos um pastor que nos conduz com segurança, guiado por um carisma todo especial e por um entusiasmo que nos contagia. Que nossa Padroeira continue iluminando sua comunidade para alcançar, finalmente, o Reino definitivo.

Mons. Almir José Cogiola

Tomou posse como administrador paroquial em 28.01.1996, quando ainda era Pároco da Catedral do Divino Espírito Santo, vindo em definitivo em 1997.

Pe. Antonio Edson

Tomou posse como Vigário paroquial em 25.02.2005.

Padres Coadjuvantes:

Pe Silvino Smith

Permaneceu apenas um mês na paróquia, sendo transferido para a paróquia de São Benedito.

Pe Aristeu Benedicto Cyrillo

Responsável pela catequese. Foi muito bem recebido pelos paroquianos, que o estimam e o admiram. Foi embora em abril de 1996, inicialmente para a Catedral de Ourinhos e depois Pároco da Paróquia N. Srª do Vagão Queimado.

Pe Carlos Henrique Andrade Siqueira

Atuou como Diácono e depois foi ordenado em nossa paróquia no ano de 1996, saindo para ser Pároco da Igreja de São Judas e São Dimas.